Sexta-feira, 13 de Março de 2026

CIDADES Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 14:30 - A | A

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CAST DO BOM

Débora Sander contesta decisão que reduziu pena de ex-companheiro: "tenho novas provas"

O Bom da Notícia

 A personal trainer Débora Sander afirmou, durante participação no Cast do Bom, que está em busca da reforma da decisão judicial que reduziu a pena do ex-companheiro, o investigador da Polícia Civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, de 15 anos de prisão em regime fechado para 1 ano e 9 meses em regime aberto.

Sanderson chegou a ser preso em 1º de setembro de 2024 por agressão e estupro.

A entrevista foi conduzida pela jornalista Marisa Batalha e contou com a participação da jornalista Ângela Jordão.

Durante a conversa entre mulheres, Débora comentou os desdobramentos do processo e a decisão recente da Justiça de Mato Grosso que alterou a condenação do policial.

“Soube da decisão através de um jornalista. Fiquei supresa e com muito medo [...] Decidi reformar a decisão porque o meu depoimento foi fragmentado e apresentado de forma incompleta ao desembargador”, declarou.

Segundo ela, o caso deve ganhar novos desdobramentos com a atuação do Ministério Público, que, de acordo com a personal trainer, passará a reunir novas provas e informações que não foram incluídas na fase inicial do processo.

Débora afirmou que inicialmente não detalhou episódios de violência sexual por orientação recebida durante a investigação, mas que agora pretende apresentar essas informações à Promotoria. “Eu fui orientada a não falar sobre os estupros para não me expor, mas agora isso foi levado ao Ministério Público. Essas informações vão entrar novamente no processo, tudo detalhado”, disse.

Ela explicou que os relatos dizem respeito ao chamado estupro marital, quando há relação sexual sem consentimento dentro do relacionamento. “Quando eu falo em estupro, as mulheres precisam entender que existe o estupro marital. O ‘não’ para o marido também é não”, afirmou.

Durante o podcast, a personal trainer também relembrou episódios de agressão que teriam ocorrido ao longo do relacionamento. Segundo ela, em um intervalo de cerca de dois meses houve duas agressões físicas. O que a fez tornar o caso público, contribuindo para dar visibilidade ao processo.

Além de comentar a própria experiência, ela também alertou para os altos índices de violência doméstica, especialmente durante os fins de semana.

“É justamente na sexta, sábado e domingo que os casos mais acontecem, muitas vezes associados ao consumo de bebida alcoólica”, afirmou.

A repercussão do caso fez com que Débora passasse a se tornar uma voz ativa no apoio a mulheres vítimas de violência doméstica. Atualmente, ela utiliza sua visibilidade para orientar e incentivar outras mulheres a denunciarem agressões e buscarem ajuda.

Assista o Cast do Bom: 

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