O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne nesta segunda-feira (5), por volta das 12h (horário de Brasília), para discutir a legalidade da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realizada pelos Estados Unidos.
Maduro foi preso na madrugada de sábado (3) por forças especiais norte-americanas durante uma operação que provocou apagões em partes de Caracas e atingiu instalações militares. Após a ação, ele foi levado para os Estados Unidos, onde permanece detido.
De acordo com o Tribunal Distrital Federal de Manhattan, o venezuelano será apresentado à Justiça nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), diante do juiz Alvin K. Hellerstein. A esposa dele, Cilia Flores, também capturada, deve comparecer à audiência.
No Conselho de Segurança, Rússia, China e aliados da Venezuela acusam Washington de violar o direito internacional. Já países próximos aos EUA, embora críticos do governo Maduro, adotam postura mais cautelosa quanto ao uso da força militar.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, avalia que a operação estabelece um “precedente perigoso”, segundo seu porta-voz. Especialistas em direito internacional também questionam a legalidade da ação, embora os EUA possam bloquear sanções no Conselho.
Maduro e Cilia Flores respondem na Justiça americana por conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e posse de armas de guerra. Washington afirma que o presidente lidera o chamado Cartel de los Soles, tese contestada por pesquisadores.
Após a prisão, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. Em carta a Donald Trump, ela pediu diálogo, o fim das hostilidades e uma relação baseada na não ingerência e na paz.


