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POLÍTICA Segunda-feira, 10 de Junho de 2024, 18:45 - A | A

Segunda-feira, 10 de Junho de 2024, 18h:45 - A | A

ELEIÇÃO EM CUIABA

Gisela aponta 12 mulheres concorrendo à Câmara e que UB quer quebrar preconceito

Silvano Costa/Especial para O Bom da Notícia

A deputada federal e presidente do União Brasil, em Cuiabá, Gisela Simona assegurou em entrevista nesta sexta-feira (7), à Rádio Jovem Pan, que ainda que a legislação exija que os partidos tenham nove mulheres nas disputas eleitorais, haverá 12 pré-candidatas de sua legenda concorrendo às 27 cadeiras da Câmara Municipal, na capital mato-grossense.

Ao garantir que a sigla não só conta com diversas lideranças femininas, como poderão surpreender nas urnas. "A lei fala de nove, mas o União deve sair com 12 mulheres, que estão firmes na caminhada e se destacando bem. Fizemos, inclusive, uma reunião da executiva, na realização de uma análise mais pormenorizada do grupo. Pois estamos monitorando todos nossos pré-candidatos - [mulheres e homens] -, no sentido de avaliar quem realmente está fazendo esse trabalho de se reunir, de conversar com lideranças no seu dia a dia. E, assim, podermos ver quem, de fato, está com vontade de ganhar a eleição. Pois quem está nesta disputa precisa caminhar dentro dela com vontade de ganhar a eleição".

A deputada federal igualmente mencionou alguns nomes de mulheres que vêm se destacando no União Brasil, em Cuiabá. E que têm, sobretudo, se mostrado dispostas a vencer todas as barreiras que ainda são colocadas contra elas como, por exemplo, a ideia de que mulher só entra na ambiência política para cumprir a cota.

"Temos bons nomes de mulheres, além da Michelly Alencar que está, aliás, muito bem avaliada nas pesquisas. Assim,  temos Edileuza Mesquita que foi candidata e que ficou como primeira suplente nas últimas eleições. Tem a Keila Barros, a Márcia Bronze lá do Parque Cuiabá, a Maria Rita que é presidente do Quilombo há vários anos e, hoje, vindo como pré-candidata a vereadora. Além, claro, de outros nomes muito fortes, dentre elas algumas lideranças novas que tenho conhecido, até do segmento religioso. Enfim são nomes que acredito que podem trazer muitas surpresas positivas aí em termos de voto. Um grupo forte que eu considero que vai fazer diferença".

A presidente do União ainda apontou outras mulheres que poderão disputar as eleições nas proporcionais, como algumas militares que só podem se filiar nas convenções como a sargento Luciana Jucá, que é um nome muito forte, por exemplo.

"A gente fica feliz [com a quantidade de mulheres]. Temos ainda grandes nomes como a sargento Luciana Jucá. Tem o grupo Mulheres de Verdade hoje na cidade que faz total diferença entre as mulheres. Tem a Dominique Biancardini que faz um trabalho muito interessante na área social. Então são mulheres que realmente se destacam, que a gente tem uma amizade e isso nos deixa muito feliz", revelou. 

Contudo, apesar do número cada vez maior de mulheres participando dos processos eleitorais, Gisela admite algumas dificuldades para convencê-las de que é possível vencer uma eleição, mesmo dentro de uma sociedade estruturalmente dominada pelo poder masculino. Que tenta diariamente cristalizar a ideia que muitas mulheres são lançadas pelos partidos apenas para cumprir a cota mínima.  

"A gente tem feito um trabalho como presidente do União Brasil Mulher, no Estado, e como presidente do partido, em Cuiabá, que as mulheres podem, sim, estar nestes espaços. É um desafio gigante, porque as mulheres ainda são convidadas para participarem da política no cumprimento da cota, não para ganhar a eleição. Mas vejo cada vez mais mulheres se motivando e a gente também trabalha com a auto-estima delas, no sentido de mostrar que elas podem fazer um trabalho bem feito para ganhar a eleição, mesmo que muitos achem que elas estejam ali só pela cota".

Ao afirmar que ela pode ser, inclusive, o melhor exemplo deste descrédito, ao lembrar - hoje deputada federal -, que lá atrás foi desacreditada quando lançou seu nome na política, nas eleições de 2018, e cravou, para a surpresa de muitos, 50 mil votos nas urnas. Para ela, a resiliência é chave para que mais mulheres se coloquem nas posições de poder. 

"Eu passei por essa situação quando eu fui convidada pela primeira vez para disputar uma eleição. Ninguém imaginava que eu teria 50 mil votos em uma primeira eleição. A gente vai com a nossa persistência e resiliência de dizer, vamos para frente, vamos mostrar trabalho, que dá certo", confessou.