Sexta-feira, 12 de Julho de 2024

POLÍTICA Domingo, 23 de Julho de 2023, 17:55 - A | A

Domingo, 23 de Julho de 2023, 17h:55 - A | A

"NÃO TEM ALMA E NEM VIDA"

Júlio reclama da falta de formação de diretórios e volta afirmar que União está ‘sem comando’

Evelyn Siqueira/ O Bom da Notícia

O deputado estadual Júlio Campos (UB) afirmou que a única ‘rusga’ que existe com o correligionário, governador Mauro Mendes, — que preside o União Brasil —, é a forma como está administrando o partido. Durante a inauguração da nova estrutura do Mercado do Porto, entregue nesta última sexta-feirra(21), em Cuiabá, Júlio ainda asseverou que o União ‘não tem alma e nem vida’. 

“Não há nenhuma discórdia. Tá muito bom o União Brasil. O nosso desacordo é que o partido não está estruturado em Mato Grosso. No tempo do Democratas, que ele disse que era pequeno e fraco, nós o elegemos governador e Jayme Campos senador”. 

Campos também contou que há uma grande pressão de pessoas do interior do estado querendo saber o rumo do partido para as eleições de 2024 e muitos já falam em deixar o União Brasil. 

“A pressão do interior é muito grande, os pré-candidatos a prefeitos e vereadores dos municípios do interior ligam o tempo todo perguntando se iria ter a participação do partido no município, — vai ter diretório para lançar candidato? Outros partidos estão agindo, o MDB de Carlos Bezerra, o PSD do Fávaro, o PL de Wellington, então estão se movimentando. Até alguns dias atrás não tinha PL em Várzea Grande, hoje é um partido forte no município, ao lado da capital. Já o União Brasil não tem sequer um diretório em Várzea Grande e, nem tampouco, em Cuiabá que são duas cidades quase gêmeas. Está sem comando! A nossa luta pode ser até uma encheção de saco, mas o que eu quero é que o partido funcione igual era no passado”, contou 

Concordando com o posicionamento do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, sobre falar em eleição no próximo ano, Julio ressaltou que ‘administração e política não se faz separado’. 

“Acho que está certo, pois, político tem que trabalhar bastante e entregar resultado, mas o partido também tem que funcionar, porque é um conjunto. Administração e política não se faz separado! Não adianta fazer um bom governo se não tiver um partido estruturado, com bons candidatos para disputar eleição no ano que vem”, pontuou