Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 10 de Junho de 2024, 14:32 - A | A

Segunda-feira, 10 de Junho de 2024, 14h:32 - A | A

ABILIO RETRUCA

Mendes desafia Abílio a oficializar denúncia sobre facção no UB; Gisela já havia rebatido deputado

Luciana Nunes/Marisa Batalha/O Bom da Notícia

Em entrevista à Rádio CNB Cuiabá nesta segunda-feira (10), o governador Mauro Mendes (UB), desafiou o deputado federal Abílio Brunini (PL) a oficializar sua denúncia contra União Brasil, de que a legenda estaria filiando membros do crime organizado e que facções criminosas estariam influenciando as eleições em Cuiabá.

Na semana passada, Abílio - pré-candidato ma disputa pela Prefeitura de Cuiabá -, afirmou que facções estariam se movimentando para influenciar nas eleições de outubro deste ano e, pontualmente, nominou a legenda do governador onde este fato estaria ocorrendo.

“O deputado Abílio tem que falar e provar e não jogar conversa fora. Se ele sabe de alguma coisa errada, não jogue conversa ao vento. Escreva, assine embaixo e protocolize nos órgãos competentes dando nome aos bois, formalize a denúncia e entregue ao Ministério Público”, disse Mendes.

Mendes disse ainda que independente do partido pode ter pessoas boas ou más, até porque através da internet qualquer pessoa pode se filiar à qualquer partido político.

“Falar que no PL deve ter alguém fazendo merda, com certeza tem também. Em qualquer partido deve ter, porque lá tem pessoas, tem ser humano em qualquer lugar. Agora, tem gente boa e má em qualquer partido”, complementou.

Na semana passada, a deputada federal e presidente do União Brasil, em Cuiabá, igualmente, fez duras críticas à fala de Abílio e estendeu suas críticas aos integrantes da bancada federal de Mato Grosso, que no dia 10 de abril, votaram contra a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, em 2018.

No final de março, Gisela já havia defendido a cassação do mandato de Chiquinho Brazão (ex-União Brasil), que era vereador do Rio de Janeiro, na época dos crimes. Horas depois de sua prisão no dia 24 de março a executiva nacional do União Brasil expulsou o deputado da legenda.

Contra a declaração de Abílio, Gisela fez questão de recomendar ao parlamentar federal que descesse do palanque e fizesse, de fato, a defesa contra o crime orgnizado e o crescimento na atuação de facções. Lembrando-o que na Câmara dos Deputados - bem ao contrário de sua confortável posição 'de politicamente correto' -, defendeu a soltura do deputado carioca Chiquinho Brazão.

“Na Câmara dos Deputados, tivemos um momento importante de dar um basta nessa questão das facções e das organizações criminosas, que foi o voto pela manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, e ele não fez isso. Então cada um, principalmente, os agentes políticos, de maneira geral, possam não só cobrar, mas descer do palanque e fazer a sua parte”, disse.

A Operação Ragnatela revelou ligações próximas do crime organizado com agentes públicos e políticos. Entre os citados estão o vereador de Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), que foi alvo de busca e apreensão. E o ex-secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante.

Outro lado

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu a declaração do governador Mauro Mendes que classificou como "conversa fiada" a denúncia de que integrantes da organização criminosa estão se infiltrando na política e procuraram o União Brasil para serem candidatos a vereador em Cuiabá.

"Tudo o que falei foi amplamente divulgado pela imprensa de Mato Grosso a partir das investigações da Polícia Civil e Polícia Federal. Tanto é, que o governador declarou publicamente que a Secretaria de Segurança Pública tinha conhecimento desta situação. E a deputada federal Gisela Simona tinha declarado que desfiliou um pré-candidato da facção após saber da prisão", disse.

Abilio lembra que no dia 3 de abril deste ano o União Brasil desfiliou um pré-candidato a vereador em Cuiabá , logo após a prisão ser cumprida pela Polícia Civil no transcorrer da Operação Apito Final. Ainda veio à tona que este pré-candidato a vereador foi servidor da Câmara Municipal de Cuiabá pelo período de sete anos.