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POLÍTICA Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2021, 11:16 - A | A

Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2021, 11h:16 - A | A

PUNIÇÃO PARA FAKE NEWS

'Temos que saber quem financiava essa organização criminosa', diz Diego Guimarães

Rafael Martins / O Bom da Notícia

Vereador Diego Guimarães (Cidadania) afirmou em conversa com jornalistas, na Câmara de Cuiabá, nesta quarta-feira (15), que espera que os envolvidos na Operação Fake Neews como o empresário Marco Polo Pinheiro, Popó, irmão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro(MDB), e os ex-servidores da Prefeitura de Cuiabá Luiz Augusto Vieira Silva e William Sidney Araújo de Moraes,  sejam punidos por disseminação de notícias falsas.

O trio é acusado de disseminação de notícias falsas contra autoridades e agentes políticos.

O vereador disse ainda que não teria recebido com surpresa a operação deflagrada nesta última terça-feira (14), pela Polícia Civil, em razão das recorrentes denúncias feitas pela oposição. Uma situação, diz, que vem desde 2017.

Para Diego, Emanuel sempre foi o principal beneficiado com o esquema e que, assim, o grupo da oposição estuda, inclusive, propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara de Cuiabá, para investigar mais a fundo a disseminação, há anos, destes fakes news.

“Acho que tem muito mais ainda por vir. Precisamos saber quem financiava essa organização criminosa, quem produzia o conteúdo, se existia alguma agência, alguma produtora paralela [...] Desde 2017, nós estamos fazendo denúncias e apontando os possíveis responsáveis. Há todo um arcabouço de provas e de indícios que nos levava a crer que isso iria acontecer. E isso foi utilizado nas eleições de 2020 e nós temos consciência disso”, afirmou.

Reiterando que a operação - que sob sua ótica -, sempre beneficiou, primordialmente, o prefeito emedebista, revela o quanto 'Emanuel estaria envolvido em um mar de lama'.

"Essa operação coloca o prefeito ainda mais no mar de lama que ele se meteu e, para nós, acaba sendo uma justa redenção. Mostra que estávamos falando a verdade. Nós tivemos as nossas famílias atacadas, eu tive minha esposa, meus pais, meus filhos [...] Eles não tinham escrúpulo nas ações deles. Eram sempre maldosos, com a intenção sempre de ofender, de manchar a imagem, de tirar o crédito daquela pessoa que eventualmente estava cumprindo o seu papel, como é o nosso caso como vereador, investigando o Poder Executivo", complementou.

 

Precisamos saber quem financiava essa organização criminosa, quem produzia o conteúdo, se existia alguma agência, alguma produtora paralela

Também lembrando que um dos alvos da operação, o ex-servidor da Comunicação Luiz Augusto Vieira Silva, conhecido como “Guto da Mandioca”, já foi acionado por ele, na Justiça, por calúnia, difamação e com pedido de indenização por danos morais.

Guto inclusive já foi condenado em processo semelhante movido pelo ex-vereador Felipe Wellaton (Cidadania).

“Isso mostra a forma suja e rasteira que o prefeito trabalha, sob o braço direito ali do seu irmão [Marco Polo, também alvo da operação], para poder descredibilizar e atacar qualquer opositor dele”, criticou Diego.

Para o parlamentar, a polícia ainda deve apontar o “braço financeiro” que sustentava o grupo, já que acredita que a rede investigada vai muito além dos três alvos de busca e apreensão da operação Fake News de terça.

“Já chegaram denúncias para nós de que tem muito mais gente envolvida. E não é algo barato, porque se utilizava de uma ampla rede de disseminação que trabalhava com engajamento, com militância virtual. E essa militância virtual é paga, tem um custo [...] E quem produzia aqueles vídeos? Porque tem alguns vídeos que veicularam aí na mídia contra nós, contra o governador [Mauro Mendes] e a sua família, que eram verdadeiras produções cinematográficas. Isso tem um custo altíssimo, nós sabemos disso. E quem é que estava bancando isso?”, questionou.

A oposição agora estuda a criação da CPI das Fake News, mas a movimentação em torno do requerimento só deve ocorrer após o retorno do recesso parlamentar, que será iniciado na próxima semana.

“Não tem como o Parlamento fechar os olhos para o momento em que vereadores são atacados por fake news”, defendeu.

A operação

Ao todo, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão. O trio investigado realizava ataques ofensivos e/ou propalava fakes news, aparentemente previamente ajustados, com as suas identidades expostas ou veladas (por meio de números cadastrados fraudulentamente em nome de terceiros), através das redes sociais divulgando montagens de fotografias e vídeos.

As falsas notícias atingiam, além dos vereadores e do governador Mauro Mendes e sua família, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, empresários, detetives particulares, o delegado-geral da Polícia Civil Mário Dermeval e outros delegados, bem como o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Jonildo José Assis, e outros oficiais.

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