Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 05 de Junho de 2024, 17:18 - A | A

Quarta-feira, 05 de Junho de 2024, 17h:18 - A | A

EX-LÍDER DO PREFEITO

Vereador vira alvo de operação em lavagem de dinheiro em casas noturnas de Cuiabá

Da Redação do O Bom da Notícia

O vereador por Cuiabá Paulo Henrique - que já foi líder do prefeito Emanuel Pinheiro na Câmara e, hoje, após janela partidária, juntos no MDB -, está entre os alvos da Operação Ragnatela, deflagrada nesta quarta-feira (5) pela Polícia Federal. Conforme as investigações ele é suspeito de auxiliar uma facção criminosa em um esquema de lavagem de dinheiro em casas noturnas.

Segundo as investigações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso, Paulo Henrique atuava em benefício do grupo, na interlocução com os agentes públicos. E, em contrapartida, recebendo benefícios financeiros.

Um policial penal e um fiscal da Prefeitura de Cuiabá também foram alvo de buscas e afastados das funções por participarem do esquema.

Ao todo, 8 pessoas foram presas e 36 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Entre os alvos estão o DJ Everton Detona, com mandados de busca e apreensão contra ele. Igualmente, apreendido, um veículo BMW que estava em posse do DJ e agora está no pátio da Polícia Federal.

Outro alvo é o empresário William Aparecido da Costa Pereira, conhecido como ‘Gordão’. Ele é proprietário do Dallas Bar e Strick Pub. 

As equipes cumpriram ainda 9 sequestro de bens e imóveis e 13 apreensão de veículos.

Consta na investigação que os criminosos compraram uma casa noturna em Cuiabá pelo valor de R$ 800 mil, pagos em espécie. Além disso, quatro casas de shows tiveram as atividades suspensas e contas bloqueadas.  

Foram identificados igualmente que os integrantes da facção repassaram ordens para que não fossem contratados artistas de São Paulo, tendo em vista ser o estado de outra facção, possivelmente, rival da que atua em Mato Grosso. Por conta dessa ordem, o artista conhecido como MC Daniel foi hostilizado durante a realização de um show em Cuiabá, em dezembro de 2023, e teve que sair escoltado do local.

O integrante da facção que promoveu o show foi punido pelo grupo com a pena de ficar sem realizar shows e frequentar casas noturnas em Cuiabá, pelo período de dois anos. (Com informações da PJC)