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SAÚDE & BEM ESTAR Terça-feira, 31 de Dezembro de 2019, 09:10 - A | A

Sei que vou beber no Réveillon, e agora, o que fazer para não ficar mal?

IG Saúde

Festas de fim de ano são uma ótima desculpa para exagerar no álcool . Mas segundo especialistas, existem algumas dicas essenciais para quem pretende beber, que podem melhorar (e muito!) aquele sentimento de "ressaca" no dia seguinte. Confira a seguir  como reduzir os efeitos negativos do álcool no organismo:

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Ingerir bebidas alcóolicas é um hábito mais comum durante as festas de fim de ano. arrow-options
Reprodução/Shutterstock
Ingerir bebidas alcóolicas é um hábito mais comum durante as festas de fim de ano.

A primeira recomendação para os que querem beber no Réveillon é manter uma boa alimentação ao longo do dia. Segundo a nutricionista Rosana Perim, quando bebemos de estômago vazio, a absorção da bebida pelo corpo ocorre de forma muito mais rápida, o que faz com que as pessoas sintam os efeitos do álcool mais rapidamente também.

O nutricionista Matheus Motta também alerta que apesar de geralmente terem muitas opções de comida nas festas de fim de ano, o ideal é dar preferência às refeições mais leves, mas nunca deixando de se alimentar bem.

Uma dica essencial é beber muita água, principalmente enquanto está consumindo a bebida alcóolica, pois a hidratação constante favorece a eliminação do álcool pela urina, de acordo com Rosana. Após as comemorações, a água também é indicada, além de bebidas isotônicas ou água de coco e frutas, evitando frituras e alimentos gordurosos. Uma boa hidratação ajuda  a evitar dor de cabeça, inchaço, náusea, enjoo e falta de apetite.

É importante também checar o teor alcóolico das bebidas, pois quanto maior ele for, maior a chance de ficar nauseado. Bebidas destiladas costumam ter um índice de teor alcóolico mais alto, como é o caso do whisky (47%), vodka (13% a 40%) e cachaça (a partir de 38%). Já as fermentadas geralmente possuem um teor mais baixo, como cervejas e vinhos.

Além disso, a mistura de bebidas também não é aconselhada, sendo mais indicado, se for beber, manter-se numa linha (destilados ou fermentados).

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Os efeitos no organismo variam muito de pessoa para pessoa, pois apesar do teor alcóolico contar muito, a sensibilidade ao álcool é muito individual. Ainda assim, Matheus alerta que qualquer quantidade de bebida alcóolica pode ser prejudicial à saúde, por se tratar de uma substância tóxica para o organismo. Portanto, torna-se mais necessária ainda a boa alimentação. 

Deve-se lembrar que esse tipo de bebida é calórica e, portanto, o exagero também provoca ganho de peso. Por isso, é indicada a prática de atividades físicas, ainda que sejam mais simples como caminhadas na praia, para ajudar no gasto de calorias. 

E a ressaca?

Para a famosa "ressaca", a dica é beber muita água, água de coco e chá de gengibre no caso de dores de cabeça e enjoo. Bebidas como Gatorade, ricas em sódio e potássio, também são recomendadas, pois ajudam a repor os eletrólitos. Também é bom evitar alimentos muito gordurosos, frituras e doces, dando preferência aos grelhados, saladas e sopas, que não agridem tanto a mucosa gástrica, já sofrida pela bebida e pelo vômito, nos piores casos.

Apesar dos famosos "Engovs" e "Epoclers" serem muito utilizados, Rosana aconselha que não deixemos a situação chegar a esse ponto, apesar de eles realmente ajudarem nessa situação, como coadjuvantes. 

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O Brasil é o país da América Latina que mais ingere bebidas alcóolicas, segundo Matheus, e algumas das sensações mais sedutoras causadas por elas são as de prazer, falso bem-estar e relaxamento. Se a pessoa começa a beber num momento de festa, em grupos, o álcool vai alterando o seu nível de consciência, fazendo com que essa atividade se torne automática. Esteja atento!



Fonte: IG Saúde


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