Quarta-feira, 11 de Março de 2026

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PERÍODO CHUVOSO

Secretaria de Saúde emite alerta para aumento de caramujo africano em Cuiabá

O Bom da Notícia/ com assessoria

Com o aumento das chuvas no mês de março, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, emitiu um alerta sobre a maior presença do caramujo africano na cidade. A espécie, conhecida cientificamente como Lissachatina fulica, se reproduz com mais facilidade em ambientes úmidos, o que faz com que apareça com mais frequência em quintais, terrenos e áreas com vegetação.

Segundo a Secretaria, o período chuvoso cria condições ideais para que o molusco saia de esconderijos, busque alimento e se multiplique. Por isso, é comum que a população observe um aumento repentino desses animais logo após as primeiras chuvas.

Embora o risco de transmissão de doenças seja considerado baixo no Brasil, o contato com o caramujo exige atenção. O animal pode carregar parasitas capazes de provocar doenças em humanos. Entre elas estão a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal, infecções causadas por vermes que podem estar associados ao molusco.

A contaminação pode ocorrer de forma acidental, principalmente quando há ingestão de alimentos mal higienizados que tiveram contato com o muco do caramujo. Por esse motivo, a orientação é evitar tocar diretamente no animal e nunca consumir o molusco.

Outro fator que contribui para a proliferação da espécie é a forma como seus ovos se desenvolvem. Eles são depositados no solo e dependem da umidade para se desenvolver. Durante períodos de seca, podem permanecer enterrados por até seis meses e eclodir quando voltam as chuvas, o que explica o surgimento repentino de grande quantidade de caramujos.

A Secretaria de Saúde também alerta para um erro comum da população: jogar sal diretamente no solo para matar os animais. Apesar de popular, essa prática não é recomendada, pois pode prejudicar o solo, afetando plantas e microrganismos importantes para o ambiente, além de não eliminar os ovos que ficam enterrados.

Para controlar o caramujo africano, a recomendação é realizar a coleta manual dos animais. O procedimento deve ser feito usando luvas descartáveis ou sacos plásticos nas mãos, preferencialmente no início da manhã ou no final da tarde, quando os moluscos costumam estar mais ativos. Também é importante evitar esmagar os caramujos com os pés, pois isso pode espalhar ovos pelo local.

Depois de recolhidos, os animais devem ser colocados em um recipiente fechado com água e sal — cerca de cinco colheres de sopa para cada litro de água — e permanecer nessa solução por aproximadamente três horas. Em seguida, as conchas devem ser quebradas antes do descarte no lixo comum para evitar que acumulem água.

A orientação também inclui cuidados com a higienização de alimentos. Verduras, frutas e legumes devem ser lavados em água corrente e depois deixados de molho por 15 a 30 minutos em uma solução com água sanitária própria para alimentos, seguindo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após o processo, os alimentos devem ser enxaguados novamente.

Manter quintais e terrenos limpos também ajuda a evitar a proliferação do molusco. Locais com lixo, entulho, folhas acumuladas ou excesso de matéria orgânica acabam se tornando abrigo e local de reprodução do caramujo.

Caso moradores encontrem terrenos abandonados ou áreas com grande quantidade do animal, a orientação é comunicar a Secretaria Municipal de Ordem Pública para que a situação seja verificada.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o controle do caramujo africano depende da colaboração da população. Medidas simples de limpeza e prevenção podem reduzir a presença da espécie e ajudar a proteger a saúde pública.

Em caso de dúvidas, o Centro de Controle de Zoonoses pode ser acionado pelo telefone (65) 3318-6059 ou pelo e-mail [email protected].

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