Domingo, 16 de Junho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 20 de Maio de 2024, 15:14 - A | A

Segunda-feira, 20 de Maio de 2024, 15h:14 - A | A

DIZ PAULO ARAÚJO

'Emanuel perdeu a condição moral de continuar prefeito de Cuiabá', diz deputado que já foi aliado do gestor

Luciana Nunes/ O Bom da Notícia

Em entrevista a um podcast na capital, o deputado estadual Paulo Araújo (PP) disse que o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) ‘perdeu a condição moral’ de gerir a capital,ao citar a série de escândalos de corrupção que tem marcado sua administração nestas duas gestões. Ao todo, 19 operações policiais, a maioria por suspeitas de esquema de desvio de dinheiro público da Saúde.

Para o deputado progressista, Pinheiro foi mais cuidadoso e até mais 'probo' [caráter] quanto a gestão pública. Cometeu erros mas muito mesmo do que na sua segunda administração na capital. “No primeiro mandato nós acreditávamos muito no potencial de mudança que ele havia se proposto. No segundo mandato o prefeito Emanuel Pinheiro perdeu a condição moral de continuar prefeito da Capital infelizmente”, disse.

“Ele entregou a prefeitura, eu falo da saúde , para a corrupção agir literalmente a quatro cantos no município de Cuiabá. Ele começou a tirar o trem dos trilhos naquele momento. Não colocou as pessoas certas e honestas para cuidar do dinheiro público, isso que aconteceu. O caos e o colapso na saúde são resultados da sua incompetência do segundo mandato”, complementou.

Por conta dos problemas na gestão da saúde municipal além de secretários afastados, Pinheiro sofreu intervenção estadual na saúde de Cuiabá de março a dezembro de 2023. Ainda foi afastado por duas vezes do cargo. A última ocorreu em março deste ano, inclusive, por determinação do mesmo desembargador Luiz Ferreira da Silva.

Pinheiro chegou a ser afastado do comando do Executivo municipal no dia 19 de outubro de 2021, no âmbito da Operação Capistrum, por supostamente usar contratações temporárias como moeda de troca política junto à Câmara. O prefeito foi alvo da operação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) da Procuradoria-Geral de Justiça, que investigou atos ilícitos na SMS. Ele depois retornou ao cargo por decisão do mesmo magistrado que acatou seu recurso.