Sábado, 18 de Maio de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 06 de Março de 2024, 10:11 - A | A

Quarta-feira, 06 de Março de 2024, 10h:11 - A | A

NA MIRA DA LEI

Ex-deputado é um dos alvos de operação contra lavagem de dinheiro deflagrada pela PF em MT

Da Redação do O Bom da Notícia

O ex-deputado estadual Carlos Azambuja foi um dos alvos nesta quarta-feira(06), da operação 'Bilhete Premiado', deflagrada pela Polícia Federal. A operação teve entre os 10 mandados judiciais de busca e apreensão, a residência de Azambuja.

O ex-parlamentar já tem um histórico de envolvimento em esquemas, no governo de Silval Barbosa ele foi um dos deputados esteve envolvido no 'mensalinho' na Assembleia Legislativa. 

A operação 'Bilhete Premiado' buscou desarticular grupo criminoso que utilizava casas lotéricas para lavagem de dinheiro nos municípios de Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso.

Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso bem como o para o bloqueio de bens móveis e imóveis até limite R$ 106 milhões de reais.

As investigações apontam o uso de casas lotéricas para mascarar a origem ilícita de lucro obtido em atividades criminosas, dentre elas corrupção e tráfico de drogas. Depósitos de milhões de reais em espécie foram identificados pelas apurações, as quais evidenciaram que tais valores eram incompatíveis com o patrimônio declarado pelos depositantes.

Dentre os investigados pelos depósitos ilegais, há alvos de operações anteriores da Polícia Federal, como da Operação Ararath (que investigou a prática de “mensalinho” de integrantes da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso) e da Operação Hybris (deflagrada para coibir a distribuição de drogas na região de fronteira com a Bolívia, em esquema de tráfico internacional de cocaína).

Na dinâmica do esquema de lavagem desses capitais, verificou que era comum que os saques desses valores fossem realizados no mesmo dia ou nos dias imediatamente seguintes aos depósitos, com o objetivo de dificultar o rastreamento pelas autoridades competentes.

A apreensão de bens e valores segue as diretrizes de descapitalização do crime organizado, além de contribuir para a completa identificação dos envolvidos e beneficiários da lavagem de capitais.