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POLÍTICA Terça-feira, 27 de Dezembro de 2022, 18:09 - A | A

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2022, 18h:09 - A | A

MÁ GESTÃO

Michelly Alencar diz que falta de planejamento para enfrentar o caos na Saúde de Cuiabá

Relatório de inspeção do Ministério Público Estadual constatou mais de 4 milhões de medicamentos vencidos no CDMIC

Da Redação do O Bom da Notícia/Com Assessoria

A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) afirmou que a má gestão da Prefeitura de Cuiabá está colocando a vida das pessoas em risco. Durante sessão ordinária nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora falou sobre o relatório de inspeção feito no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC) pelos conselhos Federal e Regional de Farmácia, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que apontou novas irregularidades na saúde pública da capital.

O documento, datado do dia 15 de dezembro e divulgado ontem (26), constatou 4.386.185 comprimidos vencidos no local. De acordo com o relatório, mais de 2,7 milhões de unidades vencidas são de Cloridrato de Metformina, para tratamento de diabetes e de problemas cardíacos.

Michelly lembrou que em abril de 2021, fez em tribuna a primeira denúncia sobre medicamentos vencidos no CDMIC.

“A gente tem o relatório que foi pedido pelo MPE, um relatório que foi feito depois de uma fiscalização, emitido no dia 6 de dezembro de 2021, que aponta o mesmo problema que nós vereadores encontramos em abril de 2021. Mais de um ano se passou. Quantas vezes eu vim aqui nessa tribuna falar que as pessoas estão sem medicamento nos postinhos? Quantas vezes eu vim aqui falar que as pessoas estão voltando para casa com a receita sem ter como comprar o medicamento? Então, qual é o problema? É comprar o medicamento? Ou é gerenciar, administrar?”, disse a vereadora.

Para Michelly, falta planejamento da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para enfrentar o caos que se encontra a Saúde na capital. A vereadora lembrou também que diariamente recebe denúncias de servidores e da população sobre a falta de medicamentos, médicos e infraestrutura nas unidades municipais de saúde.

Ainda de acordo com o relatório, consta na lista de medicamentos essenciais 145 medicamentos. Destes, 68 estão com o estoque zerado ou próximos de acabar. O documento aponta ainda que “somente 51 possuem estoque para atender a demanda do município de Cuiabá por mais de 30 dias”. Há também falta de insumos para abastecer os hospitais. Em uma lista de 80 itens de insumos, somente 4 possuem estoque para atender a demanda por mais de 30 dias.

“É uma situação que perdura. Nós fomos lá, chocamos, saiu em toda imprensa e essa gestão não fez nada. Hoje a situação continua a mesma. Nós estamos falando do básico, estamos falando do medicamento para pessoa que tem diabetes, para pessoa que tem pressão alta, para pessoa que pode sofrer um infarto a qualquer momento. Nós estamos falando do papel toalha, do sabonete para dar banho nas pessoas”, apontou.

A vereadora afirma que a situação sacramenta a má gestão que existe na saúde de Cuiabá. “Uma má gestão que coloca a vida das pessoas em risco, uma má gestão que está fazendo as pessoas padecerem dia após dia. Lembrando que nós estamos em dezembro, esse relatório foi feito a pedido do MPE, mais de 1 ano nós fizemos a denúncia de toneladas de medicamentos vencidos. E desde lá, isso gerou uma CPI, foram indiciados, inclusive o prefeito está na lista de indiciados, e aí a gente vê qual é a preocupação que essa gestão tem em sanar os problemas da cidade: nenhuma”.

A fiscalização no CDMIC foi realizada no 6 de dezembro por membros do MPE e representantes dos farmacêuticos, enfermeiros e médicos. Os seis laudos produzidos após a fiscalização foram anexados no pedido de intervenção do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na Secretaria Municipal de Saúde e na Empresa Cuiabana de Saúde.