Quinta-feira, 23 de Maio de 2024

POLÍTICA Sexta-feira, 12 de Abril de 2024, 18:43 - A | A

Sexta-feira, 12 de Abril de 2024, 18h:43 - A | A

"DISTORCE FATOS"

Pré-candidata do PL detona vereadora; 'manteve silêncio na agressão do filho de Lula'

Da Redação do O Bom da Notícia/Com Assessoria

A pré-candidata a vereadora pelo PL de Cuiabá, Samantha Iris, criticou nesta sexta-feira (12) a declaração da vereadora Maysa Leão (Republicanos) de que o deputado federal e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), estaria sendo conivente com o feminicídio por conta do voto contrário à manutenção da prisão preventiva do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ), apontado pela Polícia Federal como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

Na quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados manteve, com 277 votos favoráveis e 129 contrários, a prisão preventiva de Brazão autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Por força da Constituição Federal, parlamentares só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis.

A votação pela Câmara dos Deputados discutiu apenas a formalidade da prisão determinada pela Suprema Corte, e não matérias de mérito que envolvem a produção de provas das quais o parlamentar é acusado.

Na avaliação de Samantha Iris, a vereadora Maysa Leão age com oportunismo ao distorcer a realidade dos fatos.

Além disso, conforme Iris, a vereadora não se manifestou contudentemente quando o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luis Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, ser acusado de agressão violência e psicológica contra sua ex-esposa, sendo, inclusive, proibido de entrar na residência que morava com a companheira diante de provas cabais de que teria dado uma cotovelada na barriga da mulher.

"A vereadora Maysa Leão, que pregava a renovação, agora está ao lado de Botelho. Normal que também passe a relativizar autores de agressões físicas e psicológicas contra as mulheres. Ela também distorceu o teor da votação da Câmara dos Deputados. Havia uma discussão pelo plenário de que manter a prisão pode abrir precedente para qualquer parlamentar ser preso por ordem do Supremo Tribunal Federal, dispensando exigências da Constituição Federal. O que se viu da vereadora Maysa Leão foram ataques infundados, interpretações equivocadas propositalmente com o intuito de mero ganho político", afirma.

Samantha Iris ainda questionou a vereadora Maysa Leão pelo silêncio a respeito da criminalidade cometida por presidiários favorecidos com as saídas temporárias.

"Quantos feminicídios já não ocorreram por presos que se beneficiam da saidinha que o Lula decidiu manter? Alguém está falando disso?", questiona.