A abertura dos trabalhos legislativos de 2026 em Várzea Grande foi marcada por um recado político direto ao Executivo. Logo na primeira sessão do ano, realizada em caráter extraordinário, a Câmara Municipal derrubou 19 dos 46 vetos enviados pela prefeita Flávia Moretti, sinalizando perda de sustentação dentro do Legislativo e ampliando a tensão entre os dois poderes.
A votação também desmontou a projeção apresentada anteriormente pelo secretário de Governo, Silvio Fidelis, que havia declarado contar com pelo menos 15 votos para manter os vetos da prefeita. O placar no plenário mostrou o contrário: a maioria dos parlamentares se posicionou pela rejeição, expondo fragilidade na articulação política do Executivo.
Grande parte dos vetos derrubados estava relacionada a emendas parlamentares no orçamento municipal, especialmente com destinação de recursos para obras e serviços. Entre os itens restabelecidos estão investimentos voltados à saúde, educação, esporte e ações relacionadas ao abastecimento de água — uma das áreas mais críticas do município. Com a derrubada, permanecem as alterações aprovadas pelos vereadores na Lei Orçamentária Anual (LOA) e no Plano Plurianual (PPA).
Nos bastidores, parlamentares relataram que o impacto poderia ter sido ainda maior. A avaliação interna era de que todos os 46 vetos poderiam cair, mas parte acabou mantida por inconsistências técnicas nas emendas apresentadas, o que dificultou a reversão completa do pacote. Mesmo assim, a leitura política predominante foi de uma vitória expressiva do Legislativo.
O episódio reforça a percepção de que a gestão municipal inicia o ano sob pressão e com dificuldade de manter uma base consolidada na Câmara. O recado dado no plenário indica que, para evitar novas derrotas, o Executivo precisará recompor alianças e reorganizar sua articulação política ao longo de 2026.
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