Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 27 de Maio de 2024, 16:47 - A | A

Segunda-feira, 27 de Maio de 2024, 16h:47 - A | A

INEDITISMO

'Candidatura compartilhada é resposta à falta de representatividade', diz Edna

Da Redação do Bom da Notícia com Assessoria

Durante entrevista à Rádio Cultura, nesta segunda-feira (27), a vereadora Edna Sampaio (PT) falou das motivações políticas que justificam sua candidatura à reeleição acontecer na forma de uma candidatura compartilhada que agrega outras duas mulheres negras.

A candidatura compartilhada da vereadora inclui a jornalista e escritora negra Neusa Baptista Pinto, e a liderança negra e LGBTQIA+, Daiely Cristina Gomes de Almeida, conselheira do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual.

Na avaliação da parlamentar, a existência de candidaturas deste tipo, que reúnem integrantes de setores marginalizados da sociedade, é uma resposta à falta de representatividade. “É uma estratégia dos grupos que não são representados no espaço da política, para que a gente possa ter a oportunidade de lançar novos nomes que possam participar, entrar no cenário político e compartilhar o exercício de um mandato”, explicou.

Segundo ela, a candidatura coletiva é um desdobramento do mandato coletivo realizado na atual legislatura, com a participação de militantes que atuam na defesa dos direitos das mulheres, das pessoas LGBTQIA, do combate ao racismo, da proteção ambiental e do serviço público.

A parlamentar defende a candidatura de mais mulheres negras que, no país, representam apenas 8% dos eleitos para o Congresso Nacional, algo discrepante em relação aos 56% da população autodeclarada preta ou parda. Nas eleições de 2022, foram eleitas 29 mulheres negras.

Ela lembra que essa modalidade de candidatura foi aprovada em 2021 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma resolução que promoveu mudanças no sistema de registro de candidaturas. O TSE autorizou a inscrição de candidaturas coletivas e permite a menção ao grupo ou coletivo de apoiadores na composição do nome do candidato.

“Essa experiência tem acontecido Brasil afora já há algum tempo. É uma experiência já antiga, é um instrumento político de promoção de lideranças, compartilhamento do poder e controle do poder ", disse. 

Conforme a petista, a candidatura coletiva é um desdobramento da experiência do mandato coletivo que foi posta em prática na atual legislatura, o qual se caracteriza pela participação popular direta sobre as decisões da vereadora. 

Um dos exemplos foi a lei que institui a Política Municipal de Combate a Incêndios, que foi discutida a partir de um dos grupos de trabalho do mandato, do qual participaram diversas lideranças da área ambiental.