Domingo, 23 de Junho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 22 de Maio de 2024, 11:45 - A | A

Quarta-feira, 22 de Maio de 2024, 11h:45 - A | A

COM PREFEITOS

Jayme diz que prioridade é transferir recursos da União para atender municípios

Da Redação do Bom da Notícia com Assessoria

Ao se reunir com prefeitos mato-grossenses que participam da Marcha dos Municípios em Brasília, o senador Jayme Campos (União-MT) reafirmou que a prioridade da bancada federal e, por consequência, do próprio Congresso Nacional “é de melhorar a transferência de recursos da União para atender a população nos municípios”. No debate sobre a reforma tributária, ele defendeu tratamento diferenciado aos municípios que integram a Amazônia brasileira.

“Nós que estamos nessa vasta região do Brasil, temos que ter um diferencial. Até no caso da saúde. Muitas prefeituras, as vezes, vai se contratar um médico, paga 70 mil, 80 mil, e não acha o profissional para ir lá atender a população. Isso precisa ser visto e levado em consideração” – ressaltou.

Jayme afirmou que a bancada federal tem trabalhado de forma exitosa e apresentando resultados que interessam a população. Particularmente, ressaltou que deve finalizar o ano levando recursos de emendas a todos os municípios do Estado, com investimentos em obras e aquisição de máquinas e equipamentos. “Não sou senador de ficar conversando fiado. Sou um senador de resultado” – ele acrescentou.

Ex-governador de Mato Grosso e três vezes prefeito de Várzea Grande, segunda maior cidade do Estado, Campos também reafirmou seu compromisso com as demandas apresentadas na Marcha dos Municípios. “Conheço todas elas e os esforços para implementá-las seguirão sendo nossa prioridade, dentro daquilo que for absolutamente exequível” – observou.

Ele, porém, advertiu para duas situações que considera fundamentais: primeira, a necessidade de se fazer um trabalho para que a União assuma, em parceria com os governos estaduais, a responsabilidade sobre a implantação dos aterros sanitários, popularmente chamados de ‘lixões’; e, segundo, se atentar para a redução da jornada de trabalho dos enfermeiros.

No caso dos lixões, Campos sugeriu também que, caso não se alterem os prazos determinados para acabar com os lixões, que o Governo Federal coloque o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar os aterros sanitários. “Pode se fazer isso com financiamento de 30 anos e juros de 1% porque a maioria dos municípios não reúne condições de concluir os lixões” – disse.

Vice-presidente da Comissão Mista de Orçamento, Campos presidiu a sessão que aprovou créditos extraordinários de mais de R$ 95 bilhões em favor da União, a maior parte para o pagamento de precatórios. Também foi aprovada a destinação de R$ 455 milhões para o Ministério dos Povos Indígenas para regularização fundiária e outros R$ 369 milhões ao Ministério da Integração Nacional para ações de combate aos efeitos do El Niño.