Em recente entrevista ao podcast Sem Moage, o deputado estadual eleito Júlio Campos (UB) se posicionou totalmente contra a possível fusão entre o União Brasil com o PP. Mesmo que a união construa a maior bancada no Congresso.
O parlamentar lembra que a sigla acabou de passar por uma fusão entre DEM e PSL que criou o União e que a junção foi feita às pressas e com perdas políticas.
"Sem nenhum fundamento. A fusão do DEM com PSL que criou o União foi apenas por interesse financeiro. Para juntar o dinheiro do democratas com PSL, ou seja, foi um jogo de interesses cá entre nós. Sem nenhuma ligação sentimental, sem nenhuma ligação ideológica. O partido existe em nível nacional, e aqui nós temos apenas uma comissão provisória que comandou as eleições", disse.
A ideia de fusão entre UB e PP foi levantada por líderes nacionais das duas siglas com objetivo de formar a maior bancada do Congresso Nacional no próximo ano.
"Agora falar em nova fusão? Se ainda nem organizamos o União Brasil e já vai fazer umafusão com o PP a troco de fazer bancada forte em Brasília? Isso cheira negociata de parlamentares que querem pressionar o futuro presidente, seja ele Lula ou Bolsonaro", avaliou.
A ideia é ter a maior bancada no Congresso e nas Assembleias Legislativas. Isso porque não contaria apenas com os eleitos, mas também com outros que migrariam para a sigla. Há conversas já em andamento nesse sentido, beneficiado pela legislação eleitoral, que permite a senadores mudarem de partido livremente.
Júlio que já tinha sido contra a criação no União Brasil, chegando mesmo a ameaçar não se filiar a sigla, reprova uma nova fusão. "Vamos primeiros legalizar o União Brasil, os diretórios municipais, transformando em um verdadeiro partidos no interior do que agora pegar e do nada se unir com o PP. Vocês se lembram que eu fui contra a fusão do DEM com o PSL, e quase deixei a sigla, porque foi uma junção por interesses que não ampliou a bancada dos partidos", completou.