Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

ESPORTES Sábado, 07 de Fevereiro de 2026, 12:42 - A | A

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LUTA QUE TRANSFORMA VIDAS

Muay Thai como caminho de superação é tema de conversa no Cast do Bom

Cris Mattos/O Bom da Notícia

 

A campeã mundial de Muay Thai, Inaleia Ferreira, participou do Cast do Bom ao lado da filha Izis Atalia, também lutadora da modalidade e estrategista digital. No episódio, mãe e filha compartilharam uma conversa profunda sobre superação, violência doméstica, fé, maternidade e o papel das artes marciais na reconstrução de vidas.

Durante a entrevista, Inaleia fez um relato forte e sensível sobre os anos em que viveu um relacionamento marcado por agressões físicas e psicológicas. Ela destacou que a maturidade e o passar do tempo foram determinantes para sua sobrevivência emocional.

“A idade foi uma forma que Deus encontrou para salvar a minha vida”, afirmou. Segundo a atleta, as marcas mais profundas não foram apenas físicas, mas emocionais, agravadas pelo fato de o agressor se apresentar como alguém ligado à fé. “Quando uma pessoa chega prometendo cuidar da sua dor e acaba fazendo igual ou pior, o machucado é muito maior”, relatou.

Inaleia contou ainda que viveu por mais de 19 anos sob violência psicológica, o que impactou diretamente sua saúde física e emocional. Ela lembrou que, à época, chegou a pesar 110 quilos, antes de passar por uma cirurgia bariátrica, processo que simbolizou também um recomeço pessoal e profissional.

A filha, Izis Atalia, trouxe ao debate a importância das artes marciais como ferramenta de transformação social e emocional, especialmente para mulheres. Segundo ela, ainda existe um estigma de que mulheres buscam lutas para aprender a agredir, ideia que, segundo Izis, não corresponde à realidade.

“Quem aprende uma arte marcial aprende, antes de tudo, o respeito. Respeitar o maior, o menor, o outro. Quem treina foge de confusão, não procura briga”, explicou.

Izis destacou que o maior ensinamento do Muay Thai não é a violência, mas o autoconhecimento e o limite. Para ela, o impacto mais visível nas mulheres que entram no esporte é a mudança de postura diante da vida. “É o não aceitar, o não se permitir passar por determinadas situações”, afirmou.

Assista o Cast do Bom:

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