Sábado, 18 de Maio de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 09 de Novembro de 2022, 09:06 - A | A

Quarta-feira, 09 de Novembro de 2022, 09h:06 - A | A

VEREADORA POR CUIABÁ

Edna diz que manterá independência e oposição como princípio

O Bom da Notícia/Com Assessoria

Nesta última terça-feira(08) - durante entrevista à TV Vila Real -, a vereadora Edna Sampaio (PT) afirmou que manterá independência e continuará fazendo oposição programática ao executivo por meio da cobrança de políticas públicas, diferenciando-se da oposição bolsonarista, baseada em ataques que visam essencialmente desgastar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Para a parlamentar, hoje seu principal adversário é o extremismo de direita, e sua bandeira é a defesa da democracia, para além das divergências político-partidárias.

“Depois destas eleições e de tudo o que aconteceu, depois de ver o que é o bolsonarismo, um extremismo que põe em risco a sociedade e a democracia, compreendo que meus principais adversários são as pessoas que não conseguem conviver no escopo da democracia”, afirmou.

A parlamentar disse ainda que a defesa do regime democrático foi o motivo pelo qual apoiou Pinheiro - considerado uma via “menos problemática no sentido de respeitar minimamente as instituições" - contra Abílio (atualmente no PL), no segundo turno da eleição municipal de 2020, e que, diante disso, é sua responsabilidade cobrar do executivo ações efetivas para a melhoria das políticas públicas e não apenas fazer ataques.

“Não posso simplesmente me comportar como os bolsonaristas. O objetivo deles é derrubar o prefeito. Entendo que a responsabilidade de um parlamentar está em atuar no sentido de melhorar o governo, fazer as críticas necessárias, fiscalizar e ir apontando para o poder executivo o que tem que ser visto, denunciar”, argumentou, enfatizando que, inclusive, tem votado mais contra projetos do executivo que os próprios vereadores bolsonaristas.

"Não vou me deixar pautar pelo bolsonarismo. Minha relação com o executivo municipal é de diálogo crítico, que aponta as soluções”.

Ela também disse não assumir lado na rixa entre o prefeito e o governador Mauro Mendes.

“A disputa entre governador e prefeito acontece na Câmara também. Há os que atacam o poder executivo municipal para beneficiar o governador e há os da base, que fazem tudo o que o prefeito mandar. Não sou nem uma coisa nem outra. Sou uma pessoa independente. Mantenho minha posição de oposição como princípio e não como método”, disse.

Violência

A parlamentar cobrou uma ação mais enérgica das instituições contra os diversos casos de coação eleitoral e violência ocorridos no país. Em sua avaliação, as manifestações contra o resultado das eleições não têm legitimidade e são criminosas.

“Tivemos eleições que ficaram sob o olhar de muitos observadores, foram submetidas a muito controle [...]. Não existe fraude eleitoral, o que ainda terá que se apurar posteriormente - e que eu espero que aconteça, pelo bem da democracia - são os atos de coação contra eleitores do presidente Lula”, afirmou.

A vereadora citou casos de violência ocorridos no país nos últimos meses, entre eles o tiroteio entre uma equipe da Polícia Rodoviária Federal e manifestantes que bloqueiam um trecho da BR-163 em Novo Progresso, no sul do Pará, nesta segunda (7) e alertou para a falsa narrativa de defesa da livre manifestação sustentada pelos bolsonaristas.

“Na democracia, temos limites para atuar em manifestações. Não se pode vilipendiar, xingar, acusar, violentar, pois isso não é direito de expressão, assim como quem vive em uma democracia não tem o direito de reivindicar a ditadura militar ou fazer gestos simbólicos invocando o nazismo”.

Em sua visão, quem está nas ruas não é o eleitorado de Bolsonaro e não representa uma minoria excluída, mas sim grandes detentores de poder econômico. Os manifestantes não representam a direita, que já fez aliança com Lula, mas a extrema-direita anticonstitucionalista, e não há apoio às manifestações nem mesmo entre os vereadores da base bolsonarista.

“Não há dentro da Câmara nem dentro do escopo político de Mato Grosso quem apóie essas manifestações. Mas o poder legislativo, o Judiciário, o governador, o prefeito, todos temos que tomar atitudes mais enérgicas para fazer cessar essas movimentações. São atos criminosos contra democracia”, disse.