O prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Gonçalo Lunguinho de Almeida, anunciou que foi vítima de golpes de estelionato atribuídos à própria mãe, Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, de 52 anos. O caso veio a público por meio de nota divulgada pelo gestor nas redes sociais e já é alvo de registros e investigação na Polícia Civil.
Segundo o prefeito, a mãe enfrenta problemas psicológicos e possui vício em jogos de azar. Ele afirmou que tentou interná-la anteriormente, mas não obteve sucesso. As denúncias formais começaram a ser registradas em outubro do ano passado e apontam que os golpes teriam ocorrido ao longo de quase um ano.
De acordo com o relato apresentado à polícia, Adriana se aproximava de pessoas oferecendo supostos negócios com promessa de altos lucros. Para ganhar credibilidade, utilizava o cargo do filho, afirmando que as negociações tinham respaldo do prefeito, o que, segundo Thiago, nunca aconteceu.
Conforme as vítimas, o esquema seguia um padrão: inicialmente eram solicitados valores menores, com retorno conforme prometido, o que fortalecia a confiança. Posteriormente, as quantias aumentavam, sempre com a menção de que o prefeito estaria envolvido ou autorizando as transações.
Ainda segundo o gestor, a mãe teria utilizado folhas de cheque em seu nome, com assinaturas falsificadas, além de supostamente produzir montagens de conversas de WhatsApp para convencer terceiros a investir nos supostos negócios.
Mesmo após cobranças, denúncias e tentativas de intervenção familiar, o prefeito afirma ter descoberto que Adriana continuou aplicando golpes, mantendo o mesmo discurso e citando novamente seu nome. Em depoimento, Thiago disse ter apresentado extratos bancários, documentos e mensagens que comprovariam que não participou de nenhuma negociação.
Diante da gravidade da situação, o prefeito informou que pretendia solicitar a internação compulsória da mãe para evitar novos prejuízos. Após perceber essa intenção, Adriana teria fugido e está em local desconhecido. Ela chegou a registrar uma queixa contra o filho após a tentativa de internação.
Com a repercussão do caso, Adriana bloqueou contatos e deixou de responder às pessoas que afirmam ter feito negócios com ela. Há suspeitas de que terceiros estejam auxiliando na fuga.
A Polícia Civil apura os fatos e investiga a extensão dos prejuízos causados às vítimas.
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