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POLÍTICA Segunda-feira, 24 de Abril de 2023, 15:29 - A | A

Segunda-feira, 24 de Abril de 2023, 15h:29 - A | A

FILHO DA CORRUPÇÃO

À Joven Pan, Mendes lembra corrupção que cerca VLT e diz que 'custo do BRT fica pela metade'

Luciana Nunes/ O Bom da Notícia

Em entrevista ao programa Pânico, na Rádio Jovem Pan FM, o governador Mauro Mendes (UB) disse nesta segunda-feira (24) que saiu mais barato para o Estado abandonar o Veiculo Leve sobre Trilhos(VLT) e partir para o  Ônibus de Trânsito Rápido (BRT).

“Ficou mais barato voltar a decisão original, colocar um sistema [BRT] que é moderno, que é elétrico, que tem mobilidade para atender toda a cidade, que é flexível, que tem todas as prerrogativas e qualidade do outro [VLT] e custa metade do preço. Assim, terminar o novo modal fica mais barato do que tentar retomar e acabar aquela lambança que começaram lá atrás”, disse.

O modelo do VLT foi apresentado pelo Governo do Estado como alternativa para melhorar a mobilidade urbana na Região Metropolitana, durante e após a Copa do Mundo de 2014.

As obras do Veículo Leve Sobre Trilhos começaram em 2012, escoradas num projeto que prevê 22 km de trilhos divididos em duas linhas: uma que liga o aeroporto, na cidade de Várzea Grande, à Zona Norte de Cuiabá, e outra que liga a Zona Sul ao centro da capital do MT.

Contratado no governo de Silval Barbosa, o consórcio responsável partiu de um orçamento inicial de R$ 1,477 bilhão. Deste valor, segundo informa a Secretaria Estadual das Cidades, R$ 1,2 bilhão já foram pagos.

Em rede nacional, Mendes ainda disse que foi impossível continuar com o VLT devido à proporção da ‘corrupção’ que o projeto se tornou.

“Uma obra que ia custar a época R$ 600 milhões passou a custar R$ 1 bilhão e meio. Ficou comprovado, por meio do próprio ex-governador que em sua delação confessou que o propinoduto que se ransformou o modal. Isso está nos autos do processo, ele confessou e ficou documentado”, disse. 

Em 21 de dezembro de 2020, o governador anunciou que substituiria o modal pelo BRT. Em maio de 2021 o Conselho Deliberativo Metropolitano do Vale do Rio Cuiabá (Codem) aprovou a troca do sistema VLT para o sistema BRT (Bus Rapid Transit).

A Prefeitura de Cuiabá, no entanto, é contra a conclusão das obras no modelo BRT e luta para impedir as obras, porém acumula derrotas na justiça.